Diego Cassas

Após 6 anos, assassino de rapaz no McDonald's segue foragido; defesa diz que ele está na Cracolândia


Caio Rodrigues matou Diego Cassas em 7 de junho de 2013 em SP, após discussão e briga em balada. Assassino foi condenado à revelia e está foragido; polícia oferece recompensa.
Por Kleber Tomaz, G1 SP — São Paulo

08/06/2019 06h00  

Após seis anos, o jovem que discutiu e brigou com um rapaz numa balada na Zona Norte de São Paulo e depois o matou a tiros no McDonald's na Rua Henrique Schaumann, na Zona Oeste, continua foragido da Justiça. Procurada neste semana pelo G1, a defesa do assassino disse que seu cliente está escondido na Cracolândia, região central da capital conhecida pelo tráfico e consumo de drogas (leia mais abaixo). O crime foi cometido na manhã de 7 de junho de 2013, após uma briga ocorrida momentos antes, na saída de uma boate.

O caso ganhou repercussão na mídia porque câmeras de segurança do estacionamento gravaram o momento em que Caio Rodrigues saca a arma e dá quatro tiros e mata Diego Ribeiro Cassas, que tinha 18 anos, no estacionamento da lanchonete. À época, a Polícia Civil divulgou as imagens do vídeo para a imprensa com o intuito de identificar e prender os envolvidos no homicídio. Naquele período, a Justiça havia decretado a prisão preventiva de Caio e do amigo dele, Fernando de Araújo Lopes da Silva, que apareceram nas cenas discutindo com Diego. A vítima estava acompanhada de outras pessoas no estacionamento.

Fernando foi preso em 2014. Caio, não. Como o assassino não foi localizado e detido, o processo acabou desmembrado para o amigo dele ser julgado. Em 2015, Fernando foi condenado a 14 anos de prisão por participação no assassinato porque teria incentivado Caio a cometer o crime. Procurada nesta semana pelo G1, Roselle Soglio, advogada de Fernando, alegou que ele apenas acompanhou Caio, mas não atirou em Diego. “Agora vai para o semiaberto”, disse Roselle sobre Fernando, que tem atualmente 26 anos.


Procurado


Caio está com 25 anos. Desde a decretação de sua prisão, a foto dele aparece na lista de mais procurados do site da Polícia Civil de São Paulo. O governo paulista oferece uma recompensa de R$ 2,5 mil por informações de seu paradeiro.

Segundo a página na web, quem tiver informações sobre Caio pode telefonar para o número (11) 3311-3165.

Mesmo foragido, Caio foi julgado à revelia (sem sua presença) no final de 2015. A Justiça o condenou a 12 anos de prisão. Mas segundo sua defesa, essa pena aumentou para 18 anos em 2016, após apelação do Ministério Público (MP).

Cracolândia


“A pena mais justa deveria ter sido de 8 anos porque ele cometeu o crime mediante violenta emoção porque foi provocado pela vítima”, disse o advogado Ronaldo Tovani sobre seu cliente, Caio. “Se a pena fosse até 12 anos, ele iria se entregar, mas como subiu para 18, não se entregou.” Segundo Ronaldo Tovani, a família de Caio informou que ele está escondido na Cracolândia, região no centro da capital paulista conhecida pelo tráfico e consumo de drogas.

“Ele está na Cracolândia hoje. Ele infelizmente caiu nas drogas”, disse Ronaldo ao G1 sobre Caio. “A última notícia que tive do pai dele é que ele está na Cracolândia. Se envolveu nas drogas.” A reportagem não conseguiu localizar o pai de Caio para comentar o assunto. Segundo Ronaldo, os parentes o autorizaram a informar sobre o paradeiro de Caio.

“Eu só estou falando, e não estou pedindo segredo, porque o próprio pai confirmou e não esconde. Ele diz que prefere o filho preso do que na Cracolândia. Ele diz que gostaria que a polícia encontrasse ele. Diz para mim: 'eu fico noites acordado com medo de ele ser morto'”, afirmou o advogado de Caio. De acordo com ele, a família do condenado chegou a informar à polícia sobre o paradeiro do rapaz na Cracolândia quando policiais foram até a residência onde ele morava.

A Polícia Civil informou, em nota enviada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), que a divisão de capturas "segue realizando buscas para prender o segundo envolvido". "Quem tiver informações que possam contribuir com o trabalho policial pode utilizar o Disque Denúncia (181)." Questionado recentemente pelo G1, o promotor Hidejalma Muccio, que acusou Caio à época, afirmou que "não tenho conhecimento de onde esteja". A reportagem não localizou o advogado que defende os interesses da família da vítima nem os parentes dela. Nas redes sociais circulam mensagens de que familiares estariam oferecendo recompensa de R$ 10 mil por informações que levem à prisão de Caio.

Fonte G1: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/06/08/apos-6-anos-assassino-de-rapaz-no-mcdonalds-segue-foragido-defesa-diz-que-ele-esta-na-cracolandia.ghtml

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